A Copa do Mundo de 2026 começou oficialmente nesta quinta-feira (11) com festa mexicana no tradicional Estádio Azteca, na Cidade do México. Diante de 80.824 torcedores, o México venceu a África do Sul por 2 a 0 na partida de abertura da primeira edição do torneio disputada com 48 seleções.
Os gols da vitória mexicana foram marcados por Júlian Quiñones e Raúl Jiménez. Antes de a bola rolar, o estádio recebeu a tradicional cerimônia de abertura, com apresentações de Maná, Belinda e J Balvin. O ponto alto do evento foi o show de Shakira, ao lado de Burna Boy, cantando “Dai Dai”, música oficial da competição.
A edição de 2026 traz mudanças históricas para o torneio. Pela primeira vez, a Copa conta com 48 seleções e será disputada de 11 de junho a 19 de julho em três países: Canadá, Estados Unidos e México. Ao todo, 16 estádios recebem os jogos, no maior número de sedes desde a edição de 2002.

A final está marcada para a região de Nova York-Nova Jersey, enquanto a abertura aconteceu justamente no Azteca, palco das decisões das Copas de 1970 e 1986.
A Seleção Brasileira estreia na Copa do Mundo 2026 no sábado, dia 13 de junho, às 19h (horário de Brasília), contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O Brasil está no Grupo C e fará todos os jogos da fase de grupos nos Estados Unidos.
Na sequência, o Brasil joga contra o Haiti no dia 19 de junho, às 22h, na Filadélfia, e encerra a fase de grupos diante da Escócia, no dia 24 de junho, às 19h, em Miami.
Além do Brasil, a América do Sul conta com Argentina, Colômbia, Equador, Paraguai e Uruguai entre os representantes no torneio.

Arte e Copa do Mundo movimentam Joanópolis
O clima da Copa também inspirou uma ação cultural em Joanópolis. O grafiteiro e muralista Cizi Cardoso desenvolveu, ao longo de cerca de um mês, um projeto de pintura coletiva na Praça Domingos Segurado, no centro da cidade.
A iniciativa transformou um dos principais pontos do município em um grande painel artístico ligado ao universo do futebol e da Copa do Mundo. A ação contou com participação da comunidade, comerciantes locais e apoio da Prefeitura, que chegou a interditar a rua para permitir a realização das pinturas.

Segundo Cizi, o projeto foi além da arte urbana e se tornou um momento de integração entre moradores de diferentes idades. “A confraternização da arte é a coisa mais legal que está acontecendo aqui hoje. As crianças se sentem pertencentes, vistas e respeitadas estando aqui participando de algo pra comunidade, e os pais também estão confraternizando junto.”
O projeto recebeu apoio financeiro, doações de alimentos para os participantes e fornecimento de materiais necessários para a pintura, fortalecendo o envolvimento coletivo na ação cultural.


*Reportagem publicada no impresso Jornal TRIBUNA da Cidade – Edi. 205 - maio 2026 – e atualizada em nosso portal online
